10 exemplos de metapublicidade para instigar seu lado criativo

Publicidade é uma coisa interessante. Não que o mundo inteiro se derreta por ela, mas trata-se de uma senhora que é tema de vários festivais, programas de TV, rodas de conversa, sites, blogs e o escambau. Logo, nada mais natural do que imaginar que ela seja assunto também de… comerciais.

A seguir, você vai conhecer 10 casos em que a publicidade fala sobre si mesma.

1. Chevrolet – Miss Evelyn

Miss Evelyn é uma professora de primário. Gostosona. Que dirige um Camaro prateado. Em alta velocidade. Saltando de prédios e participando de perseguições pelas ruas da cidade. Claro que ela só existe na cabeça dos responsáveis pelo vídeo aí de cima. O brainstorm da dupla de criação é o foco desse comercial que foi um dos veiculados pela Chevrolet no milionário intervalo do Super Bowl deste ano. Ah, Miss Evelyn…

2. Carlton Draught – Big Ad

Um clássico. Lançado em 2005, o filme da cerveja australiana Carlton Draught foi divulgado na web antes de aparecer na TV. E o resultado foi um dos maiores processos de viralização da história: 1 milhão de views em duas semanas. É óbvio dizer que a peça ganhou Leão de Ouro em Cannes, etc e tal. Tudo isso com uma paródia das batalhas épicas no cinema somada a uma música que tira um sarro das verbas gigantescas da publicidade moderna.

3. Volkswagen – Gol Rallye

Um comercial que anuncia o lançamento de outro. Esse tipo de teaser é relativamente comum, especialmente nos EUA, durante as semanas que antecedem o Super Bowl. Pois aí está a Volkswagen, mandando uma versão brasileira da coisa. Ah, se você ficou curioso para ver o filme finalizado, ei-lo (vale a pena, tem quatis com câmeras).

4. SmartWater – Jennifer Aniston Goes Viral

Aqui, a marca de água engarrafada SmartWater brinca com a (questionável) ideia da criação de vídeos virais. Não dá para dizer que a receita proposta pelos caras não tenha potencial: animaizinhos, bebês, Keenan Cahill, Double Rainbow e Jennifer Aniston. Jennifer Aniston com calor.

5. Apple – Legal Copy

Se você não passou metade da última década em uma cápsula criogênica, certamente conhece pelo menos algum dos inúmeros filmes da campanha Get a Mac, uma das mais famosas já lançadas pela Apple. Na 5ª peça de metapublicidade da nossa lista, PC e Mac se atrapalham com um elemento que todo publicitário conhece bem: o texto legal.

6. Pepsi Max – Display King (feat. Snoop Dog)

E um comercial que trata sobre estratégias de PDV, que tal? Na eterna guerra dos refrigerantes, Coca-Cola e Pepsi competem para ver quem consegue construir o maior display no supermercado. No fim, a Pepsi vai muito além da promotora com amostras grátis que você está acostumado a encontrar por aí.

7. Oi – Quem Ama Bloqueia

O velho truque de dizer: “ei, é assim que a tosca da nossa concorrente deveria anunciar”.

8. Cravendale – Goodbye Cow, Pirate and Cyclist

Durante 4 anos, a Vaca, o Pirata e o Ciclista (e a ovelha de skate) estrelaram campanhas do leite Cravendale. Em 2011, eles se aposentaram. E a Wieden+Kennedy criou um vídeo com os melhores momentos do trio, ao melhor estilo de tributo pelo conjunto da obra.

9. ADCC Awards – Hate/Love

Quer coisa mais meta que publicidade para publicitários? É o que acontece quando se anunciam os festivais da área, como o ADCC (Advertising & Design Club of Canada) Awards. Na mesma categoria, podemos enquadrar os comerciais que algumas agências fazem com fins de autopromoção.

10. Papercut Shop – This Is Not Your Life

Mencionei esse anúncio em 2010, no Dia Mundial da Propaganda. Antes de fazer o jabá dos produtos do cliente, o redator conta um resumão da própria vida – incluindo o ingresso na carreira de publicitário. Para a turma do olho ruim, aí vai a transcrição:

THIS IS NOT YOUR LIFE

YOU’RE BORN. You learn how to walk. You start school. You fall in love. You get dumped. You get up again. You fall in love again. You get dumped again. You move on. You steal a chocolate bar. You get caught. You feel ashamed. You get tired of feeling ashamed. You escape. You become an exchange student. You get into trouble. You’re sent home. You fall in love. You get dumped again. You get depressed. You start a band. You think you’ll succeed. You get tired of not succeeding. You becomne an artist instead. You think you’ll succeed. You get tired of not succeeding. You become an apprentice to a painter. You accidentally inhale the fumes from some poisonous paint. You are rushed to hospital. You meet a nurse. You fall in love. You get married. You train as an architect. You get tired of drawing houses. You buy a house instead. You have kids. You get divorced. You get back together. You tell yourself it’s the right thing to do. You know it’s wrong. You fight to survive. You get tired of fighting. You separate again. You think about what you want to be when you grow up. You realise that you are grown up. You go back to university. You become a journalist. You get a job at the local paper. You write an article about the chemical imbalance in the local river. You write an article about the chanterelle season, which is curiously early this year. You write a piece about the new born hippo at the local zoo. You get bored. You get an offer to become a copywriter at an advertising agency. You take it. You are asked to write an ad about the excellent shop PAPERCUT. You write the ad as if it’s some kind of biography. You don’t think. You forget that the purpose of the ad is to let people know that PAPERCUT has stuff they did’n’t even know existed. You go to KRUKMAKARGATAN 24-26. You discover a shop that sells the edgy interior design magazine ANTHOLOGY, the exotic cookbook LA CUISINE and the fascinating documentary THE RADIANT CHILD. You write a sentence that breaks the rythm of the ad.

Hey ho, let’s go.

It’s like a symbol for the fact that this shop offers you something beyond the ordinary. A symbol for the fact that life can be a bit more fun. A bit more interesting. A bit more exciting. Because to be perfectly honest, life isn’t always tha great. And that’s exactly why you need movies, literature and magazines that are just the way your life isn’t.

Muitas das peças desta lista são mais que engraçadinhas: são trabalhos que provaram sua eficiência e que valem um olhar atento. Às vezes, brainstorm e budget são só elementos do seu processo criativo. Outras vezes, eles podem ser a própria criação.

Linkotipia Semanal #27

Redação bem feita 1 >> Nike – Better World
Redação bem feita 2 >> Muscle Milk – Ryan Braun
Como evitar que a perda de entusiasmo engavete suas ideias
O e-mail está morto. Agora, é email
Como funciona o Google Translate
Rostos de escritores famosos esculpidos em seus próprios livros
SxSW >> O storytelling cada vez mais interessante
SxSW >> Em storytelling, a história é (obviamente) mais importante que os meios
Como usar o segredo dos blockbusters para conquistar seu público
ROTFLSHMSFOAIDMT (via)

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Linkotipia Semanal #26

Redação (MUITO) bem feita 1 >> Fage – Total Plain Extraordinary
Redação bem feita 2 >> Guinness – Prepare for St. Patrick’s Day # # #
Redação bem feita 3 >> iMeet World’s Greatest Meetings # # #
6 estratégias de marketing que você deveria roubar da Apple
Jennifer Aniston Sex Tape ou Como Produzir um Viral
5 livros imperdíveis de palestrantes do TED 2011
Produzindo um romance >> Da ideia inicial às prateleiras (via)
Justin Cox no SxSW >> Atitude de marca é mais importante do que a estética
Você vai cuidar do perfil (e do conteúdo) da empresa nas mídias sociais. E agora?
Qaddafi, Qazzafi, Qadhdhafi, Qaththafi, Gadhdhafi, Khadafy ou Gazafy? (via)
Embrulho de presente universal

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Linkotipia Semanal #25

Os 10 finalistas da competição de filmes publicitários do TED
Tradicionais técnicas de copy testing sendo aplicadas ao marketing digital
Explique este anúncio >> Os donos de MINI são escritores frustrados?
Oscars 2011 >> E o prêmio de comercial mais eficiente vai para…
A garota de 26 anos que ganha milhões escrevendo para Kindle
Carnaval >> As palavras mais cantadas dos sambas-enredo de 2011
A história de O Senhor dos Anéis pelo ponto de vista de Mordor (via)
8 ferramentas essenciais para quem curte tipografia
150 frases célebres da história do cinema (via)
As palavras favoritas de HP Lovecraft (via)

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Como ficar rico: versão para redatores

Joe Karbo - The Lazy Man's Way to Riches Há alguns dias, contei o caso de Arthur Schiff, o homem que redigiu os inesquecíveis infomerciais das facas Ginsu e ajudou a criar vários dos chavões que hoje vemos no marketing de resposta direta.

Para quem curtiu o tema, o Fernando Luz tem um artigo muito bacana a respeito de outra figura folclórica: Joe Karbo, que fez fortuna graças à arte de usar palavras para convencer pessoas a comprar coisas.

Basicamente, trata-se do redator e sef-made man que escreveu The Lazy Man’ s Way to Riches, um dos livros de negócios mais famosos da história dos negócios. E, para promover a obra, escreveu um dos textos publicitários mais famosos da história da publicidade:

Eu costumava trabalhar duro, 18 horas por dia, 7 dias por semana. Mas eu não comecei a ganhar muito dinheiro até que trabalhasse menos — muito menos. Por exemplo, este anúncio levou cerca de 2 horas para ser escrito. Com um pouco de sorte, ele irá render pra mim 50, talvez, 100 mil dólares.

Que avanço. Eu vou pedir pra você me enviar 10 dólares por algo que não irá me custar mais que 50 centavos. E vou tentar tornar isso tão irresistível que você se sentirá um grande tolo se não fizer.

Leia o artigo completo:
Blog do Fernando Luz – Joe Karbo, o redator milionário

Linkotipia Semanal #24

Redação bem feita 1 >> Sinta a incomparável sensação de não dirigir
Redação bem feita 2 >> O amor da vaquinha está nos seus cereais (via)
Snoop Dogggg e muitas outras letras G para anunciar smartphone
Você adora escrever, mas quase enlouquece? Você não está sozinho
7 livros obrigatórios sobre o futuro da internet
Uma estante + muitos livros + paciência = um belo vídeo em stop-motion
A cada 14 dias, um idioma desaparece da Terra (via)

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As facas Ginsu e o redator que reinventou os infomerciais

Mas espere! Ainda tem mais!

Se a sua TV esteve ligada uma vez ou outra nos últimos 30 anos, você provavelmente ouviu essas palavras com uma frequência considerável. Especialmente antes de receber aquelas sensacionais ofertas de dois esfregões giratórios pelo preço de um, tudo muito bem explicadinho em comerciais com vários minutos de duração, locuções dramáticas e atores super sorridentes.

Muita gente conhece a arte, mas poucos conhecem o artista. O redator norte-americano Arthur Schiff foi o homem por trás do bordão que inicia este artigo. Além de ser um dos responsáveis por algumas das frases mais célebres do mundo da propaganda, ele ajudou a definir a fórmula básica do infomercial moderno.

A história começa na década de 70, quando Schiff é contratado pela lendária agência Dial Media. Foi lá que ele recebeu a tarefa de trabalhar no lançamento das facas domésticas Eversharp, nome que fez nosso herói torcer o nariz e passar uma noite inteira pensando em uma forma de rebatizar a marca.

Embora o produto fosse mais estadunidense que Abraham Lincoln comendo um Big Mac, Schiff achou que uma roupagem japonesa cairia bem. Você sabe, tem toda aquela história da eficiência oriental, espadas samurais que cortam até vento e tal.

O novo nome escolhido? Ginsu. Sim, as facas Ginsu, aquelas que você via em 9,5 entre 10 intervalos da TV Manchete, em meados dos anos 90.

Não foi só a indumentária oriental que fez da marca um sucesso. Nos filmes criados para promover as facas, a Dial Media passou a aplicar técnicas típicas das vendas porta-a-porta, com o  famoso discurso enfático dos vendedores de enciclopédia e uma abordagem completamente voltada para a concretização do negócio.

Foi aí que, além das clássicas imagens de japas assassinando peixes e hortaliças, surgiram ícones como:

Quanto você pagaria para ter esse produto? Não responda ainda!
Ligue agora e você também receberá…
Ligue agora e fale com nossos atendentes.

Calcula-se que, só entre 1978 e 1984, tenham sido vendidos mais de 2 milhões de conjuntos da Ginsu nos EUA. As propagandas tornaram-se modelos que até hoje influenciam os infomerciais vistos por bilhões de pessoas ao redor do planeta.

Arthur Schiff, por sua vez, terminou a carreira tendo escrito cerca de outros 1.800 comerciais na área do marketing de resposta direta.

Reza a lenda que Ed Valenti, patrão de Schiff na Dial Media e um dos fundadores da empresa, costumava encontrar o velho Arthur recostado numa cadeira, mãos atrás da nuca, cigarrinho na boca e o olhar perdido em algum ponto do universo que não era o escritório. Ao confrontá-lo, Valenti ouviu a resposta que não poderia ser mais condizente com um homem que se fez por suas palavras: “Você me paga para pensar. Como você acha que é a aparência de pensar?”

Não é incrível? (essa também é dele)

Linkotipia Semanal #23

Redação bem feita >> HP – Let’s Do Amazing
Por que e como escrever >> Veja as dicas de 33 escritores famosos
Folha de S.Paulo publica engraçada coletânea de suas erratas (via)
Word Clock >> Um relógio com palavras no lugar dos ponteiros (via)
64 interessantes ações de marketing da Coca-Cola (via)
Produzindo um livro à moda antiga

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Curso de webwriting em São Paulo – Fevereiro/2011

Curso de webwriting em São PauloQual é a boa do mês de fevereiro? Se você respondeu biquínis, sungas, espetinhos de camarão e potinhos de Sundown, errou. É o começo do ano letivo, minha gente.

Chega a São Paulo, no próximo dia 25, o curso de Webwriting do xará Bruno Rodrigues. É um dia inteiro de aulas sobre técnicas de redação para sites, blogs, mídias sociais e SEO. Isso e mais um monte de lições fundamentais para redatores publicitários e jornalistas que querem ter chances de sucesso na web.

Para quem não conhece, o Bruno é Consultor para Comunicação Digital da Petrobrás, além de autor dos livros Webwriting – Pensando o texto para mídia digital e Webwriting – Redação & Informação para a Web. Trabalhou na elaboração da Cartilha de Redação Web do Governo Federal e já ministrou vários cursos sobre gestão de conteúdo, Brasilzão afora. A coluna dele no Webinsider oferece algumas amostras grátis de todo esse conhecimento.

Se eu fosse você, buscaria mais informações no blog do cara ou o site da PPT Treinamentos. O telefone da lá é (11) 3063-4473 e o e-mail é treinamento@ppptreinamentos.com.br.

Com o perdão do superlativo, recomendadíssimo.

Imagem via Flickr de john_a_ward

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Linkotipia Semanal #22

Redação bem feita 1 >> BMW e o banner mais longo do mundo
Redação bem feita 2 >> Uísque Jim Bean – Bold Choice
Redação bem feita 3 >> Banco RaboDirect – Rebels
5 livros obrigatórios sobre palavras e linguagem
Thoughts on Dreams >> Um livro impresso com links de verdade
Como NÃO nomear um prédio público
Redator cria anúncio criativo para oferecer seus serviços via Craiglist
Split testing >> O jeito garantido de melhorar radicalmente seu webwriting
Bar Karma >> Uma série colaborativa com roteiros criados pelos fãs
SEXO GRÁTIS AQUI (não, isso não é spam e este blog não virou sacanagem)

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