SEO Writing – Parte 3 >> Palavras-chave, títulos e outras histórias

Este artigo é o terceiro da série “SEO writing >> Como escrever do jeito que o Google gosta”, que você pode acompanhar por aqui.

Imagem via seomywix.com

Já combinamos que o conteúdo de qualidade é o primeiro esforço de SEO que você precisa incluir – e nunca riscar – na sua checklist. No entanto, é razoável presumir que você já se preocupava em produzir material capaz de cair no gosto do público e atrair links, mesmo antes de ouvir falar da nossa simpática sigla de três letras.

Então é hora de começarmos o papo sobre técnicas mais específicas que, na maior parte das vezes, as pessoas têm em mente quando falam sobre otimização de websites. Para o redator e o profissional de webwriting, essas práticas estão ligadas, principalmente, a elas: as tão faladas palavras-chave, ou keywords.

Use palavras-chave

Esta você viu logo na primeira parte da nossa série: os sistemas de busca trabalham com programas chamados crawlers, que vasculham a web em busca de conteúdo, procurando determinar o tema e a relevância de cada página.

Como esses bichinhos automatizados são capazes de interpretar tudo o que encontram? Basicamente, eles se atêm às palavras e expressões mais utilizadas no texto.

Suponha que você vai produzir um post para o blog de uma loja de computadores. A ideia é divulgar o fato de que uma certa linha de laptops está com preços especiais e aquela coisa toda. Em termos de SEO, é importante que você escolha uma expressão-chave significativa – laptops baratos ou notebooks em promoção, por exemplo – e a utilize várias vezes.

De preferência, coloque-a nas frases iniciais do artigo e destaque-a com um bom negrito.

Assim, o crawler, que não é burro nem nada, vai deduzir mais precisamente qual é o assunto do texto. Ou seja, quando alguém for ao Google e buscar a expressão escolhida por você, aumentam as chances de que seu trabalho apareça entre os primeiros resultados.

Use a linguagem do seu público

Você sabe qual é o seu tema. Você quer que as pessoas busquem as palavras-chave usadas no seu post e espera que ele alcance algum destaque nos sistemas de busca.

Mas como ter certeza de que, ao pesquisar no Google, as pessoas vão empregar os mesmos termos que você colocou no blog? Quer dizer, existem muitas formas de se referir a um determinado tema: laptops baratos e notebooks em promoção podem ser considerados sinônimos.

Nada de adivinhação, muchacho. Para ajudá-lo na tarefa, existem recursos deveras porretas, como o Google Insights e a Ferramenta de Palavras-chave  do Google. Esta última é a minha preferida, com as irresistíveis vantagens de ser gratuita e hiper completa. Apesar de ser especialmente voltada a clientes do programa AdWords, pode ser usada por qualquer um.

Voltemos ao nosso exemplo. Se você abre a Keyword Tool e insere a expressão laptops baratos, vai descobrir que ela é procurada, em média, 590 vezes ao mês, por internautas brasileiros. Uma quantidade que não passa de modesta.

Os notebooks em promoção, por outro lado, fazem muito mais sucesso: são 27.100 pesquisas a cada 30 dias. O próprio termo notebook é mais popular que laptop – 2.740.000 contra 135.000 consultas mensais, respectivamente.

Ferramenta de Palavras-chave do Google

Naturalmente, você precisa optar pela mesma linguagem que seu público-alvo utiliza, não apenas porque este é um dos princípios básicos da publicidade.

Ao usar notebooks em promoção como palavras-chave, você diz ao Google que, quando aqueles 27.100 interessados digitarem esta expressão no campo de busca, seu artigo deve aparecer em posição privilegiada na página de resultados. Se você fizer tudo certinho, o crawler entende.

Seja específico

Então você decidiu escrever sobre notebooks em promoção, e não sobre laptops baratos.

Mas lembre-se de que estamos falando de 27.100 internautas por mês, uma quantidade nada desprezível. Será que já não há muitos sites e blogs usando e abusando da expressão que você acaba de escolher com tanto carinho?

A resposta é um inquestionável sim. Uma googlada com esses termos leva a muitos, muitos resultados. Provavelmente, diversos deles estão bem rankeados graças a bons trabalhos de SEO.

Ou seja, se você apostar apenas nos notebooks em promoção, mesmo seguindo as dicas aqui apresentadas, seu post vai estar concorrendo com uma quantidade enorme de outros conteúdos, o que diminui suas chances de ficar no topo da página de resultados.

O que você pode fazer, nesse caso?

Seja específico. Está todo mundo vendendo computadores a preços especiais, mas os seus estão no Rio de Janeiro, pertinho do consumidor carioca. Então tente mudar a expressão-chave um pouquinho: notebooks em promoção no Rio. Sua oferta é especial para o fim de ano? Parta para algo como notebooks em promoção de Natal.

Mirar a cauda longa pode ser uma estratégia super eficaz, principalmente quando você está escrevendo em um domínio de pouca autoridade perante os algoritmos do Google. Se o seu artigo vai ficar no site da Dell, essa medida pode ser eficaz. Se ele vai para o blog da Loja do Zezinho, a medida é necessária.

Pense em keyword frequency e density

Objetivamente: keyword frequency é a quantidade de vezes que você repete certa palavra-chave. Keyword density é a relação entre esse número e o volume total de texto.

Ou seja, se você escreve um artigo de 400 palavras e usa notebooks 10 vezes, temos uma keyword frequency de 10 e uma keyword density de 2,5%.

Considerando que o Google leva em conta a keyword frequency para determinar o rankeamento de uma página, você deve selecionar as expressões que são as estrelas do seu show e repetí-las em uma quantidade razoável. Mas… O que seria razoável?

É onde entra a keyword density. Na minha opinião, se mais de 5% do seu conteúdo são dedicados a uma mesma palavra-chave, você está começando a passar dos limites, o que pode transformar o texto em um monstrengo pouco atrativo e chato de ler.

Pior: o exagero pode levar o Google a pensar que você está tentando trapacear, com a infame técnica conhecida como keyword stuffing. Se ele isso acontecer, você será penalizado, obtendo o efeito contrário em termos de SEO.

Pelo bem dos seus leitores e da sua relação com Mountain View, tente não ultrapassar os 5%.

Seja pragmático, porém natural

Sabe aquele último capítulo de novela em que a mocinha, enquanto dá o beijo final no herói da história, tem que fazer product placement de uma marca de hamburguer de microondas? Você percebe claramente que o produto simplesmente não cabe naquela cena. Foi colocado ali só porque tinha que ser colocado.

As coisas funcionam de um jeito parecido com as técnicas de SEO Writing. Se você enfia suas palavras-chave em passagens do texto onde elas não soam naturais, você prejudica miseravelmente a experiência de leitura do seu público.

É importante que suas keywords sejam inseridas em locais onde elas se provem realmentre adequadas ao contexto, onde elas se encaixem sem forçar a barra.

Pegue leve com os sinônimos

Você sabe que computador portátil é a mesma coisa que notebook, mas o Google não capta essas nuances. Só passe a usar sinônimos quando sua expressão-chave já estiver sendo suficientemente empregada.

Otimize seu título

Quando você faz uma pesquisa no Google, se os seus termos de interesse não forem algo muito exótico (e exótico, para os padrões da internet, precisa ser algo como esquilo venusiano plantando bananeira), surgem trocentos resultados. Como você faz para decidir qual é o mais interessante?

Sim, o título. Eu também. E o mesmo vale para quase todo mundo.

Otimize seu título Imagem via azdot.gov

Essa relevância para o usuário, por si só, já é uma ótima razão para que você escolha chamadas persuasivas para entitular as páginas do seu site e os posts do seu blog.

Mas há um outro motivo: o Google, assim como o usuário, atribui uma enorme importância a essa parte do conteúdo. Portanto, nem é necessário dizer que suas expressões-chave precisam aparecer no título. Se estiverem no começo dele, melhor ainda, pois esse é um outro critério determinante para as ferramentas de pesquisa.

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Também tente manter sua chamada em 63 caracteres ou menos. Caso você vá além desse número, o Google vai continuar considerando o título inteiro para efeito de rankeamento, mas exibirá apenas um pedaço dele na relação de resultados. Evidentemente, isso pode tornar as coisas menos claras para o usuário.

Se for o caso, você pode criar uma chamada mais longa para aparecer quando o visitante acessar seu artigo e um mais curto que será exibido apenas nos sistemas de busca. No WordPress, isso pode ser feito facilmente com um plug-in como o All in One SEO.

Leve em conta a descrição

Para quem não sabe, meta-description é aquele trecho de texto que aparece logo abaixo do título da sua página, na lista de resultados do Google.

Meta-description

Há controvérsias quanto à relevância dessa descrição no que se refere a rankeamento. Mas, de qualquer maneira, as estratégias de SEO servem não apenas para levar seu website a bons posicionamentos nos sistemas de pesquisa, mas também para atrair o clique do internauta.

Se, antes mesmo de acessar seu conteúdo, o usuário tiver informações precisas quanto ao que vai encontrar, aumentam suas chances de conquistar um visitante a mais.

Logo, é uma boa ideia criar uma pequena descrição – de até 155 caracteres – para cada página/post. No seu artigo para a loja de laptops, você poderia seguir esta linha:

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A meta-description pode ser inserida manualmente nos códigos HTML, se você tem intimidade com o assunto. No caso do WordPress, basta usar o já mencionado All in One SEO.

É claro que, com o tempo, você vai pegando os macetes relacionados às keywords. Você pode usar várias expressões-chave em uma mesma página ou contar com a ajuda dos sempre úteis plug-ins de otimização do WordPress.

Mas o que importa mesmo é que, após implementar os passos acima, você já pode dizer que está praticando SEO Writing.

A próxima etapa é organizar o conteúdo do site ou do blog de maneira que favoreça as ações de otimização, com o uso de categorias, tags e landing pages. Você vai saber mais a respeito no próximo artigo. Parafraseando o pessoal do Fantasia, fique de olho.

Clique aqui para acessar a próxima parte da série SEO writing >> Como escrever do jeito que o Google gosta.

Veja também:

  1. SEO writing – Parte 1 >> Como funcionam os sistemas de busca
  2. SEO Writing – Parte 2 >> Conteúdo, conteúdo e conteúdo
  3. SEO Writing – Parte 4 >> Categorias, tags e landing pages
  4. SEO Writing – Parte 5 >> Divulgação e link building
  5. Curso de webwriting em São Paulo – Fevereiro/2011

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