SEO writing – Parte 1 >> Como funcionam os sistemas de busca

Este artigo é o primeiro da série “SEO writing >> Como escrever do jeito que o Google gosta”, que você pode acompanhar por aqui.

Como funcionam os sistemas de busca?

De acordo com o Alexa, o Google.com é o site mais acessado de toda a internet. A marca Google, 4ª mais valiosa do mundo, oferece serviços de publicidade, geolocalização, streaming de vídeos, redes sociais, gestão pessoal, e-mail, informática para empresas, digitalização de livros e, provavelmente, se alguém pesquisar a fundo, algum sistema de viagem no tempo ou de criação de alienígenas em cativeiro. Não é de se admirar que todo esse império tenha começado com um simples (porém fantástico) sistema de busca.

O Google surgiu na segunda metade da década de 90 com a missão de “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”, uma frase bonita que pode ser estendida a Bing, Yahoo! e todos os outros buscadores. Suor, lágrimas e sagas corporativas à parte, isso é fantástico para nossos blogs. Naturalmente, você quer fazer com que seu conteúdo chegue à sua audiência. E os sistemas de busca estão louquinhos para ajudar, desde que você os entenda e saiba como agradá-los.

É por isso que, antes de começarmos a conversar sobre as técnicas de SEO propriamente ditas, precisamos compreender um pouco sobre o funcionamento do Google.

Crawlers: os operários da web

Primeira e óbvia pergunta: como os buscadores fazem para ficar por dentro de tudo o que está disponível na internet? Basicamente, eles utilizam programas chamados crawlers – também conhecidos como spiders ou robots –, que varrem a web em busca de cada texto, de cada imagem, indo de site em site, de blog em blog, de link em link, descobrindo novas páginas a cada dia.

Em seguida, armazenam todos esses dados, em um árduo processo chamado indexação.

Aí, num belo dia, você descobre que vai receber uma visita da sua tia-avó Emengarda e resolve agradá-la com o melhor quitute que sua capacidade de pesquisa puder encontrar. Você vai ao Google e procura por “receita de bolo de laranja”. Claro, vão surgir inúmeros resultados na tela. Agora, a segunda e não tão óbvia questão: como o sistema decide quais sites vão aparecer primeiro e quais vão ficar relegados à 2ª, à 3ª ou à 10ª página de resultados?

Como o Google define seu ranking de resultados

Não, eles não têm uma equipe de culinária que faz todas as receitas de bolo e experimenta tudo para eleger as mais gostosas. O ranking é definido por uma série de algoritmos complexos e, até certo ponto, confidenciais. Mas tudo o que você precisa saber é que os principais critérios são:

1. Confiabilidade e autoridade do domínio >> Imagine quantos links na web apontam para o domínio globo.com. Muitos. Muitos, em vários sites importantes. Para o Google, isso é um sinal de que as pessoas confiam no globo.com. E quando um domínio é considerado confiável, ele (e tudo o que está dentro dele) ganha pontos para aparecer entre os primeiros resultados para determinada busca.

2. Popularidade de links da página >> É definida pela quantidade de links que apontam para uma página específica dentro do domínio. É provável, por exemplo, que existam centenas links para a esta receita de bolo de laranja do site da Ana Maria Braga, que fica lá no globo.com. Logo, a receita tende a permanecer sempre bem posicionada nos buscadores:

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3. Anchor texts >> Para oferecer resultados relevantes a cada pessoa, o Google precisa, evidentemente, saber qual é o tema de cada página na web. Quais falam sobre esportes? Quais tratam de engenharia civil? Quais se dedicam à culinária? Destas, quais ensinam a fazer muqueca de siri e quais ensinam a fazer bolo? Uma das formas que o sistema de busca encontra para responder a essas perguntas é o anchor text, o texto usado na parte clicável de um link.

Quando vou me referir à receita do nosso exemplo, eu posso dizer que trata-se de uma deliciosa sobremesa de laranja. Mas eu posso mudar as palavras e dizer que, na verdade, o que você vai encontrar por lá é uma gostosura aprovada pela Ana Maria Braga. Em ambos os casos, o Google está levando o texto do meu link – e de todos os outros links que apontam para aquela mesma URL – em consideração para descobrir qual é o assunto da página em questão.

Ou seja, a maneira como as pessoas se referem às páginas e aos artigos do seu blog influencia na forma como eles estarão rankeados para cada pesquisa feita no Google.

4. Palavras-chave >> São as palavras e expressões uitlizadas com mais frequência em determinada página ou em um artigo de blog. Isso também ajuda os buscadores a captar a mensagem, a entender qual é o tema abordado ali.

Tá, mas e daí?

Repare que, de todos os itens acima, o único que depende APENAS DE VOCÊ, autor do blog ou do website, é o número 4. Os outros 3 se referem ao que as OUTRAS PESSOAS dizem sobre o seu conteúdo, à quantidade e à qualidade dos links que você consegue atrair, ao quanto o público gosta do que você escreve. Se bastante gente gostar, o Google também vai gostar.

Ou seja, a primeira e mais importante técnica de SEO é nada mais que o conteúdo de qualidade. É sobre isso que vamos falar no próximo (e meu preferido) artigo desta série.

Até lá.

Clique aqui para acessar a próxima parte da série SEO writing >> Como escrever do jeito que o Google gosta.

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