Na prática: quanto o redator deve cobrar por um freelance?

Na prática: quanto o redator deve cobrar por um freelance?  

A discussão é mais velha que hora extra em agência de publicidade e a web está lotada de ótimos artigos sobre o assunto. Mas, se você é um redator desesperado com aquele orçamento que precisa ser entregue até as 18h de hoje impreterivelmente sem falta, tenho uma pequena fórmula que pode ser útil.

Pois bem. Em primeiro lugar, digo que concordo com o Michel Lent quando ele diz que o cálculo do preço deve ser feito em função do número de horas que você vai dedicar ao serviço. Lógico que, se você tem pouca experiência, é mais difícil calcular antecipadamente o tempo necessário para concluir um job. Mas, pouco a pouco, você vai aprendendo a fazer essa conta com mais precisão, prometo.

Dito isso, o primeiro passo é calcular o preço de uma hora do seu trabalho. Comece perguntando a si mesmo: “quanto eu mereço ganhar de salário por mês”? Pense, por exemplo, no que você colocaria no campo “pretensão salarial” do seu currículo. Procure saber qual é a remuneração média de um redator com emprego fixo na sua cidade.

Seja razoável, você não é o Cristiano Ronaldo e o mercado não é o Real Madrid. Mas também não tenha medo de valorizar suas habilidades profissionais e seu talento. Pelo menos nas grandes cidades brasileiras, as pessoas que precisam dos seu serviços estão, em geral, preparadas para pagar por eles.

Supunhetamos que sua resposta seja, sei lá, 5.400 pilas. Divida esse valor por 180, que é mais ou menos o número de horas que (oficialmente) um CLT normal trabalha por mês. O resultado é 30. A princípio, cada hora do seu trabalho vale 30 reais.

Agora respire fundo, beba um gole d’água e considere que, em um trabalho freelance, não tem chefe pagando a energia elétrica usada pelo seu computador, bancando a depreciação do seu equipamento, garantindo sua estabilidade profissional, ou pagando seu adicional de férias. Além disso, tenha certeza de que, na maior parte das vezes, seu cliente vai pedir aquele descontinho amigo. Você precisa ter uma margem de negociação. Logo, devemos incluir todos esses fatores no cálculo que estamos fazendo. Parece complicado, mas a conta é simples até para alguém com meu nível de inaptidão matemática: multiplique o resultado anterior (30, neste caso) por 2.

Taí: se você acha que mereceria um salário de 5.400 reais com a famosa carteira assinada, cobre 60 merréis por sua hora de trabalho freelance. Agora é só multiplicar esse valor pelo tempo que o freela exige. Se ele consumirá 20 horas, cobre 1.200 dinheiros e seja feliz.

É claro que flexibilidade sempre faz bem. Você pode dar uma aliviada no preço ou na forma de pagamento se o trampo for para uma prospecção que pode gerar mais lucro para você no futuro. Se o job vai durar mais de 1 mês, você pode oferecer um certo desconto no preço final. Por outro lado, pode cobrar a mais quando o prazo é muito reduzido (como salienta o Mauro Amaral) ou quando as probabilidades de re-re-re-refação são grandes. O imporante é não se desvalorizar e não ter ataques de magalomania. Quando você recebe a cifra justa por um serviço, a sensação de dever cumprido vem em dobro. Certeza.

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5 comentários sobre "Na prática: quanto o redator deve cobrar por um freelance?"

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