jun 10
16
“SÃO PAULO – Já se tornou uma tradição que percorre o mundo: todo dia 16 de junho, admiradores do escritor irlandês James Joyce (1882- 1941) relembram a data que marca seu romance Ulysses, marco da literatura que narra a memorável caminhada de 18 horas do judeu-húngaro-irlandês Leopold Bloom pela cidade de Dublin, atravessada pelo Rio Liffey, justamente em 16 de junho de 1904. O enredo é festejado em diversas cidades do planeta e, no Brasil, a mais tradicional ocorre em São Paulo.
Habitualmente organizado pelo poeta e tradutor Marcelo Tápia, o Bloomsday paulistano (que acontece desde 1988) inclui palestras, exibições de filmes, apresentações musicais e leituras no bar Finnegan’s, local que habitualmente recebe o evento – no fim de semana passado, houve uma prévia na Casa das Rosas, que participa do Bloomsday desde 2005.”
Você pode continuar lendo a matéria do Estadão aqui. Mas, programações comemorativas à parte, o que me chama a atenção nessa história toda é um detalhe que vem da Irlanda: por lá, ninguém trabalha durante o Bloomsday. Trata-se do único feriado em homenagem a um livro não religioso, em todo o planeta. Uma das poucas datas comemorativas com esse tipo de temática.
Menos de um mês depois que tanta gente participou do Dia da Toalha, vale a menção. Feliz Bloomsday.
| James Joyce, radiante de entusiasmo e felicidade pelo Bloomsday |
Veja também:
- Aplicativo para iPhone identifica cenários de livros famosos, em Londres
- Depois das histórias feitas em teclados, um teclado feito de histórias
- A misteriosa autobiografia de Mark Twain e as histórias por trás das histórias
- Nem tudo na vida é iPad >> Livros de papel também podem ser interativos
- A incrível história do escritor que não sabia ler [vídeo]